04 agosto, 2006

Grabiela Silva Leite, ex-universitária, ex-secretária de empresa multinacional, ex-prostitua:

"Beijo na boca não. Beijo na boca só com o namorado. Na prostituição tem tabela para tudo, menos para beijo na boca, que não tem preço. E não é por preconceito, é por ética profissional".

"Vamos deixar de hipocrisia. Contravenção ou não, a prostituição em nossos dias é uma instituição empresarial como outra qualquer"

Do livro, Eu, mulher da vida, publicado pela Editora Record.


O mais interessante de tudo, quando dizemos que os tempos mudaram, é isso: prostitua atualmente beija. E cobra para isso!
Vou confessar, eu adoro prostitutas. Nunca fui mal tratado por uma; nunca fui roubado por uma; nunca me prometeram nada que não cumprissem, mas também não me enganaram prometendo alguma coisa que não me deram; e estavam sempre limpas. Lógico que estamos falando de prostitutas de algum nível, não dessas que ficam na rua cobrando R$ 10,00 o programa
É como mulher casada com pilantra, certo? Existem várias que moram e aceitam que o homem bata ou as engane, por isso, nada de discursos feministas por aqui.

Como a Gabriela disse, é um negócio.

Mas olhem só que coisa, o que era ética, atualmente virou um plus a mais, como os analistas de mercado, marketeiros, economistas e outros BOSTAS gostam de falar. E o problema do mundo moderno é esse, tudo tem um preço. Como se quantifica a dignidade? E a ética? E a honestidade? Dizem que um fiscal da Receita Federal tem de ganhar muito, e o salário deles são bem altos, para essa faixa de ocupação, justamente para que não haja corrupção. E o que se vê é o contrário disso.

E atualmente dizem que o que ocorre no mundo não é capitalismo predatório! Sei...

O que eu admiro nas prostitutas (e nas atrizes pornô, diga-se) é que elas não enganam você. A maioria das mulheres quer algo em troca e para isso, não medem esforços para parecerem mais sexys, as vezes chegando a ficar quase nua na sua frente, com aquele tipo de roupa decotada. A maioria das atrizes e cantoras, se dizem sérias,  mas não hesitam um segundo para fazer uma pose sensual de como estivesse te chamando para um orgia em sua casa. Uma prostitua ou atriz pornô não: o que ela quer ou vende é sexo, e elas admitem isso.

Talvez seja essa a razão por elas serem tão odiadas: além de serem francas, elas não mentem sobre o que querem e para que querem. Igualzinho as mulheres ditas "normais", não?

Um comentário:

Barbarian disse...

Eis que depois da revolução cultural, onde fomos chamados dos mais incultos impropérios, a verdade sobre a vida se revela, superando inúteis estudos sobre a natureza humana. Com a liberdade de revelar seus defeitos, as pessoas deixaram as máscaras, e vemos que as ditas normais, aquelas que nos julgavam, não passam de hipócritas sem educação e higiene. Eu amo as prostitutas. Elas não me cobram lembrar datas de aniversário, não me ligam às duas da manhã pra me xingar por ter lembrado de uma treta que rolou há dois anos, apenas me dão o que fui buscar, e pago o que esperam receber. Algumas deixaram de cobrar e se tornaram amigas, por sinal muito estimadas, amizade que não envolve mais intenção secundária como o dinheiro ou a aproximação de seus amigos; ela é baseada no respeito mútuo, em tratar um ser humano como um ser humano. Artistas do Rock vêm se casando com atrizes pornô e não têm mais os ridículos problemas conjugais da vida estabelecida como "normal", cada um sabe o que está comprando. Não há mais cobrança, sentimento de posse.
Tenho nojo de quem se diz normal. Odeio baunilha.

Abraços (às moças primeiro).