15 setembro, 2006

As Grandes Carniceiras da História - Irma Gresse

Irma Grese (7 de Outubro de 1923 – 13 de Dezembro de 1945) era supervisora nos campos nazistas de extermínio de Auschwitz e Bergen-Belsen.

A infância

Irma Grese nasceu em Wrechen, sudoeste de Mecklenburg, perto de Pasewalk, filha de Alfred Grese, um leiteiro e membro da Associação Alemã dos Trabalhodores Nacionais Socialistas desde 1937, e Berta Grese. Irma Grese tinha dois irmãos e duas irmãs. Em 1936, sua mãe suicida-se em razão de problemas conjugais, segundo carta deixada por esta.

Deixa a escola com 15 anos, em 1938, em razão da falta de aptidão escolar, bullying por parte de seus colegas e por ser mais dedicada a Bund Deutscher Mädel (Liga das Garotas Germânicas, a porção feminina da Juventude Hitlerista), coisa que seu pai desaprovava.


Vida Profissional

Entre várias de suas profissões, ela trabalhou como assistente de enfermagem no sanatório Hohenlychen, da SS, por dois anos, onde tentou se formar em enfermagem, coisa que não conseguiu. Em 1942, com 18 anos, ela se voluntariou para servir na SS-Helferinnen (Ajudantes Femininas), sendo treinada no campo de concentração de Ravensbrück. Seu pai não aprovava sua nova carreira e lhe expulsou de casa.

Completando seu treinamento, em 1943, foi transferida para Auschwitz, onde entrou como Aufseherin (ajudante feminina) e no fim do ano já era Oberaufseherin (Supervisora Senior), o segundo posto mais alto do campo, sendo encarregada de cuidar de 30.000 prisioneiras judias.


A Bela Besta

Em Auschwitz, ela era uma das mais jovens guardas e a mais cruél, geralmente surrando e batendo nas prisioneiras. As prisioneiras a chamavam de A Bela Besta, Anjo da Morte e A Bela de Auschwitz.
"Ela foi uma das mais belas mulheres que eu já ví. Seu corpo era perfeito em todas as linhas, seu rosto claro e angelical, seus olhos azuis alegres. O mais inocente olhar que se possa imaginar, porém, Irma Grese foi a mulher mais depravada, cruel e pervetida que já encontrei" (Gisella Perl, sobrevivente).

Grese tinha o sonho de ser uma artista de cinema quando a guerra termina-se. Ela também ficou conhecida por ter a reputação de ser ninfomaníaca, abusar de prisioneiros e prisioneiras, tanto fisicamente quanto sexualmente, ter pessoalmente escolhido prisioneiros para a câmara de gás e de ter sido amante de Josef Mengele e do comendante do campo, Josef Kremer. Em janeiro de 1945 ela retornou brevemente ao campo de Ravensbrück, antes de terminar sua carreira no campo de Bergen-Belsen, como Arbeitsdienstführerin (líder de grupo de trabalho), de março a abril, sendo capturada em 17 de abril de 1945, por soldados britânicos.

Crimes de Guerra

Grese foi julgada com mais 44 acusados no tribunal de Belsen. Ela foi julgada no primeiro período destes, de 17 de setembro a 17 de novembro de 1945 e o seu advogaod de defesa foi o Major L. Cranfield.

Os julgamentos era conduzidos segundo as leis britânicas, em Lüneburg, e as acusações se basearam na Convenção de Genebra, sobre os tratos a prisioneiros de guerra. As acusações contra ela se concentraram no seu perverso tratamento dado aos prisioneiros(as), como investir com cães de guarda sobre eles, espancamento, açoitamento, etc. Foi encontrado um abajour em seu alojamento onde a copa era feita com pele humana.

Após cinqüenta e três dias de julgamento, em 13 de dezembro de 1945, na prisão de Hameln, Irma ae 11 outros acusados foram condenados por crimes de guerra em Auschwitz e Belsen e senteciados a morte por enforcamento. Ela ainda tentou entrar com um pedido de clemência a corte, mas este foi negado. Entre as outras acusadas, se incluiam duas famosas carniceiras, Juana Bormann and Elisabeth Volkenrath.

No mesmo dia, Grese foi enforcada pelo executor Albert Pierrepoint, tendo como assistente, o primeiro-sargento O'Neill. Executada na prisão de Hameln, ela se tornou a mulher mais jovem a morrer sobre a lei britânica no século 20.

A Lenda

Existe, claro, um lenda sobre o fantasma de Irma Grese assombrar o prédio onde se encontrava a prisão de Bergen-Belsen. Em 12 de janeiro de 1948, Harak Visen, um guarda noturno, disse ter visto o seu fantasma rondando o local onde era o crematório três.

Essa é demais até para o Demência 13!!!

8 comentários:

Leonardo disse...

Ela é o Demônio!
É o capeta em pesoa....
isso é coisa do Black Zombie, sei lá!

caetanoaiolfi@bol.com.br disse...

posta a historia da fany adams, nome do disco daa banda sweet, é uma bela carniceira tb hahaha

Anônimo disse...

Faltou acrescentar que, mais tarde, maior testemunha de acusação (Sarah Langbein), e mais três, todas judias, confessaram ter cometido perjúrio, ou seja, mentiram.
Faltou explicar também que um sargento (Sgt O'Hare)e um cabo (Cpl Rick Smith) foram levados à corte marcial por terem recusado a levá-la ao patíbulo. Isso fora o carrasco militar (Ronald Cook) que suicidou-se para não enforcá-la. Irma não foi enforcada pelos militares citados, registrados no relatório, mas por um judeu local chamado Samuel Lutzheim. Por causa de seu erro, ela acabou sendo estrangulada pela corda (seu pescoço não quebrou), tendo agonizado por três minutos. Por causa desse segundo carrasco é que Irma jurou retornar da morte. A primeira aparição relatada data de 12 de janeiro de 1948. Existe inclusive uma estranha foto com um vulto feminino no maio do Krema III. Verdade ou não, os comunistas trancaram prédio em 1954. Reaberto em 1992, as estranhas aparições e fatalidades voltaram a ocorrer. Por fim destruiram o Krema III

Layla disse...

ela era linda mesmo, e não tem explicação... como uma carinha de anjo dessa é capaz de tanta atrocidade? realmente aparência não é nada...

Anna Karenina disse...

Alguém sabe dos detalhes do caso dela com o Josef Mengele???

Anônimo disse...

Bergen Belsen nunca teve crematório e foi libertada pelos aliados... Além disso, depois da libertação foi tudo queimado, anos depois é que ergueram o memorial que está lá... Dessa vez não houve aparição...

Shaine Kaulitz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Shaine Araujo disse...

Essa história que transmitem à respeito da Irma Grese, assim como a da Ilse Koch, são extremamente refutáveis. Como verificar a veracidade de tais informações? Como simplesmente aceitar o que falam à respeito delas? A história delas, contadas pelos Aliadas, é demasiada confusa. No caso de Koch, por exemplo, se fores procurar por ela na internet, estará escrito, em 97% das fontes de pesquisa, que ela havia confeccionado abajures com pele de internos do campo de concentração, sendo até julgada por essa iníqua acusação. Pois bem, testes feitos mais tarde provaram que tratava-se de PELE DE CABRA, e não humana como ainda dizem. Não estou as defendendo, apenas quero dizer que não se pode simplesmente aceitar o que nós é dito, deve-se pesquisar para chagar à determinada conclusão.