07 março, 2007

Lei contra o cristianismo

Datada do dia da Salvação: primeiro dia do ano Um (em 30 de Setembro de 1888, pelo falso calendário).

Guerra de morte contra o vício: o vício é o cristianismo

Artigo Primeiro – Qualquer espécie de antinatureza é vício. O tipo de homem mais vicioso é o padre: ele ensina a antinatureza. Contra o padre não há razões: há cadeia.

Artigo Segundo – Qualquer tipo de colaboração a um ofício divino é um atentado contra a moral pública. Seremos mais ríspidos com protestantes que com católicos, e mais ríspidos com os protestantes liberais que com os ortodoxos. Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão. Conseqüentemente, o maior dos criminosos é filósofo.

Artigo Terceiro – O local amaldiçoado onde o cristianismo chocou seus ovos de basilisco deve ser demolido e transformado no lugar mais infame da Terra, constituirá motivo de pavor para a posteridade. Lá devem ser criadas cobras venenosas.

Artigo Quarto – Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá-la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.

Artigo Quinto – Comer na mesma mesa que um padre é proibido: quem o fizer será excomungado da sociedade honesta. O padre é o nosso chandala – ele será proscrito, lhe deixaremos morrer de fome, jogá-lo-emos em qualquer espécie de deserto.

Artigo Sexto – A história “sagrada” será chamada pelo nome que merece: história maldita; as palavras “Deus”, “salvador”, “redentor”, “santo” serão usadas como insultos, como alcunhas para criminosos.

Artigo Sétimo – O resto nasce a partir daqui.

Nietzsche – O Anticristo

4 comentários:

Anônimo disse...

AMÉM!!!

Há muito tempo que eu não lia isso! Grande Hazzamanazz!

Uma pequena ilustração ou folclore: Já debilitado pela sífilis que causaria a sua morte, Nietzsche pediu que não tivesse a sua alma encomendada,pois não poderia ter direito de réplica...
A crença na existência em um deus superior é o maior câncer que a capacidade de superação humana pode ter. E ela não merece isso,pois é uma situação inglória.
Um abração,Miguel.

Anônimo disse...

blablablablabla.....so o próprio Nietzsche para conseguir produzir obras tão amargas quanto sua própria vida!!! Nisso ele foi um especialista, em não saber viver, e passar todo o sofrimento imposto a ele, seja por sua deficiente vida social, sua falha vida amorosa.... Quem sabe não foram esses o motivos que o levaram a escrever suas obras.
Obras que muitos citam fora de contexto, sem entender o significado!

hazzamanazz disse...

Nietzsche era utópico, e como toda filosofia utópica, era amargo e desgostoso da vida, não pelo fato dela ser ruim, mas pelas religiões - entre outros fatores - irem contra os instintos naturais do homem.
Se o homem é um animal consciente - concordamos nisso? -, como o que ele faz instintivamente é pecado?

Nietzsche condena as religiões católica e ortodóxa, pelo fato de ser um europeu do século XIX, mas se vivesse hoje em dia, condenaria com a mesma veemência o islamismo.

Ah, só para lembrar..."Quando Nietzsche Chorou" é um romancezinho pra lá de vagabundo, que infantiliza seus leitores.
Como aliás, muita coisa hoje em dia é feita para isso.

[ ]'s

Julinho disse...

Pobre filósofo alemão. Teve uma vida amargurada, infeliz. NUnca amou, nunca sentiu o sal da vida, a beleza da amizade e do amor. POr isso escreveu venenos como este. Antes de morrer, foi transformado pela irmã em peça de um circo de horrores. A irmã cobrava ingresso para que o vissem sentado numa cadeira, debilitado, babando na camisa.
Como podemos seguir um homem que não soube fazer uma coisa tão simples, que é viver em paz com os seus?
Pensem vocês, no seu íntimo: o que sentem pelas suas famílias? Pelos seus amigos? Namoradas? Posso dizer o que sentem, sem ao menos conhecê-los. Sentem amor! E o pobre filósofo alemão nunca sentiu isso na vida. Na primeira vez que fez sexo, contraiu uma sífilis que o levou à demência e á morte.
Nunca amou. Por isso sentiu tanta amargura.
Pobre homem!
NUnca sentiu a grande graça que Deus nos deu: O amor!!
POr isso digo que quando colocam tanta besteira em um blog, não sabem exatamente o que dizem. O niilismo só leva à loucura e á morte. O amor não. O amor leva a Deus!!