
As mulheres servem as forças militares desde a época antiga, 4000 A.C. Porém, o papél da mulher militar, particularmente na frente de combate, só começou a ganhar visibilidade a partir da Idade Média.
Mas foi somente recentemente que a mulher começou a ganhar uma posição mais proeminente nas forças armadas e que continua a aumentar, em todos os países.
Os países que permitem mulheres na frente de combate - isto é, onde o couro come bravo mesmo -, são poucos:
Canadá, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Noruega e
Suíça.
Todos os outros países proíbem mulheres de lutar nas frentes de combate, incluindo os EUA, onde estas estão presentes nas guerras recentes, mas na retaguarda do exército ou então como pilotos de helicópteros e aviões (lembrando que a retaguarda as vezes vira a vanguarda, mas oficialmente elas são proibídas de lutar).
Os argumentos contrários seriam, além da diferença física entre os sexos, a diferença de mentalidade entre eles e a interação destes no campo de batalha. Uma experiência de 1996, nos EUA, colocou em um submarino nuclear, metade da tripulação homens e metade mulheres.
60% delas voltaram grávidas, sendo que mais da metade dos militares eram casados (e um viva ao sexo seguro, por falar nisso).
Porém, cabe frisar, os EUA não teriam condições de ter tantas bases estrangeiras sem a presença delas. Além disso, em países como
Noruega, a convocação delas é obrigatória, se uma situação de guerra surgir.
Em
Israel, toda mulher é obrigada a servir por 2 anos no exército (os homens 3).
Outro fator que as impede de lutar, teóricamente, é o impacto de sua morte frente a opinião pública. Porém, cabe frisar, esse impacto não tem sido maior que a morte de homens, na atual guerra do Iraque, por exemplo, sendo um risco aceitável por parte dos norte-americanos e norte-americanas, além de outros países.
Considera-se que esse é o último bastião do sexismo ainda presente nas sociedades, já que mesmo as mulheres que entram nas forças armadas, não recebem treinamento de combate como os homens e são relegadas a funções administrativas ou consideradas de baixo risco (exceção aos países que as permitem na frente de batalha). Mesmo assim, elas se expõem aos riscos de serem capturadas por forças inimigas e sofrerem torturas - certamente estupro -, sem dispor de meios para sua defesa.
Em 1948, na luta pela formação do Estado de Israel, as Forças de Defesa (IDF), retiraram as mulheres da frente de batalha não por inaptidão ou sexismo, mas porque os homens ficavam totalmente enraivecidos e fora de controle, ao presenciá-las feridas. Outro fator que contribuiu para isso, é o fato de homens islâmicos não se renderem para mulheres e elas não intimidarem a população local em patrulhas.
Além disso, parece ser mais fácil programar um homem para matar, mas parece ser mais difícil programá-lo para deixar a mulher morrer. Estudos feitos pelo exército australiano, mostraram que os homens preferiam salvar as soldadas, do que completar a missão.
O único país do mundo onde existem batalhões e divisões exclusivamente femininos é na
Rússia. Na 2ª guerra mundial, por exemplo, elas pilotaram tanques, aviões, serviram como snipers (atiradores de elite) e operadoras de metralhoras.
Lyudmila Pavlichenko detém o recorde mundial de morte por
rifle sniper, tendo 309 mortes creditadas a seu favor, na 2ª guerra mundial.

Tão "ruinzinha" que ganhou até um selo de correio em sua homenagem... ;-)

Existe até um concurso de beleza das forças armadas do país, a
Miss Exército Russo (antes que alguém pense, não existe desfile de biquini, somente de farda). Mas como elas mesmas dizem,
"Nós somos soldadas e servir é nosso dever. E para nós, a metralhadora vem em primeiro lugar".
10% das forças armadas russas são compostas por mulheres.
Nos Estados Unidos, 25% do quadro militar é composto de mulheres.
Mas para quem duvida que elas não dão guerreiras ferrozes, sendo esta uma das críticas feitas - já que o papél imposto a mulher é ser mãe -, recentemente as soldadas Lynndie England e Sabrina Harman foram condenadas em côrte marcial pela tortura de prisioneiros, no famoso caso da prisão de Abu Ghraib.
Lembrando que a coronél responsável pela prisão, também era uma mulher.
No BrasilAeronáutica - Permitido a partir de 1982, em funções administrativas, técnicas e pilotagem de aeronaves (caças e helicópteros)
Marinha - Desde 1980 foi permitido a mulheres ingressarem na Marinha, em funções administrativas e técnicas (engenharia, por exemplo).
Exército - Desde 1991 as mulheres obtiveram o direito de ingressar no Exército Brasileiro, em funções administrativas e técnicas.
Lembrando que elas sempre são voluntárias, a conscrição não é obrigatória.

