03 março, 2007

Livros de cabeceira do Demência 13

Black Medicine - The Dark Art of Death


Este livro pode ser utilizado tanto para assassinato, quanto para defesa pessoal. Possui uma excelente descrição de todos os pontos vitais do corpo humano e como utilizá-los a seu favor. Descreve várias praticas de luta, bem como a utilização de armas manuais, como por exemplo, um soco inglês, um molho de chaves ou então um sabonete em uma meia.

O livro foi escrito por um médico e praticante de Full Contact / Tae Kwon Do.

Se alguém me perguntar, eu já utilizei um molho de chaves na mão em uma briga e gostaria de ter lido este livro antes de tentar isso. Ah sim, a cara da outra pessoa virou um pastél de sangue e carne, mas a minha mão também virou uma tangerina, de tão inchada e vermelha que ficou.

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Trechos do livro Download


Secrets of Methamphetamine Manufacture: Including Recipes for Mda, Ecstasy, and Other Psychedelic Amphetamines


Este livro foi escrito anônimamente por um funcionário de uma indústria química e metarlúgica chamado Unclue Jeffer, codinome de Steve Preisler, e já está na sétima edição. Formado em química e biologia, o livro é considerado a bíblia da fabricação de anfetaminas e meta-anfetaminas.

Se você pretende praticar artes marciais para competição, certamente necessitará disso, bem como anabolizantes e outras drogas. Se o seu intento for praticar algum delito, sempre é bom ter algo para aumentar o seu desempenho, força e inteligência. Se o seu intento é simplesmente diversão, sem problemas, você também pode utilizá-lo.

Você pode encontrar outros livros escritos por ele em seu site. Outro de seus grandes sucessos é o livro Silent Death, que trata sobre venenos. Recentemente ele escreveu um livro sobre técnicas utilizadas aqui - sim, no Brasil! -, em co-autoria com outros dois brasileiros, sobre a utilização de facas em brigas (Bloody Brazilian Knife Fightin´ Techniques).

A introdução é um primor de literatura e uma ode ao Brasil... :P
"The streets of Brazil are a savage no-man´s land where life is cheap and guns are owned by two oppressing classes: the criminal element and the military.
How do decent people survive in such a place?"

Dê uma olhada em seu site.
Download do livro.


O próximo assunto é Guerrilha!
Isso mesmo! Você acha que os iraquianos, vietnamitas, os próprios americanos em sua luta pela indepência, as FARC, os traficantes e as milícias do Rio de Janeiro, utilizaram - e utilizam - quais técnicas para sobreviver?
E matar, é claro...


Guerilla Warfare (Bert “Yank” Levy)


Este é outro livro considerado uma bíblia sobre o assunto, escrita por Albert(Bert) "Yank" Levy. Levy foi soldado, instrutor militar, advogado e escritor. Lutou em diversas partes do mundo, como na Primeira Guerra Mundial, na Nicarágua, na Guerra Civíl Espanhola e na Segunda Guerra Mundial.
Foi neste último período que ele escreveu este livro, enquanto servia de instrutor para a Guarda de Defesa Britânica, destacamento de operações especiais criado para o caso de uma invasão a Inglaterra.

Foi considerado pela revista Time como o "Ás da Guerrilha", ganhando a capa de agosto de 1942. Seus ensinamentos continuam atuais e muitas de suas práticas ainda são utilizadas.

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How to Start and Train a Militia Unit (Major George Westmoreland, Fuzileiros Navais, aposentado)
NO COVER

Este livro trata sobre a formação de mílicias pelos americanos. Vocês sabiam que é legalmente permitido a formação destas pelos cidadãos americanos? Está na constituição do país!

Para os que não conhecem a história norte-americana, apesar da declaração da independência datar de 1775, ela foi o estopim da luta contra os britânicos e não como no Brasil, onde declaramos independência sem conflito algum.
No caso americano, ainda ocorreriam seis anos de luta antes da derrota dos ingleses, com a ajuda da França nos últimos dois anos e meio.

O problema é que os americanos lutando pela independência - chamados revolucionários -, não possuiam dinheiro para montar um exército regular, ao contrário dos americanos lutando ao lado dos ingleses - chamados de legalistas. Parece confuso e é, já que o país - que na verdade era formado por treze colônias, com um quarto do seu tamanho atual - ficou literalmente dividido ao meio, com parte apoiando os britânicos e parte revoltando-se contra eles. Não é exagero dizer que o conflito só foi realmente resolvido com a Guerra Civil Americana, ocorrida de 1861 a 1865, pois até então o país continuava dividido.

Neste livro é descrito como é possível montar uma guerrilha sem dinheiro, com pessoas de pouca experiência militar, quais os treinamentos a serem ministrados e as táticas a serem utilizadas.

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The Last Nazis: SS Werewolf Guerrilla Resistance in Europe 1944-1947


Este aqui também é considerado estudo de caso até hoje, em West Point, já que o final da 2ª guerra mundial foi lutado desta maneira pelos alemães.

Vejam bem: em 1943, os generais alemães e Hitler já sabiam que não poderiam ganhar a guerra. Ao invés de se renderem, ou barganhar por territórios, coisa que eles tinham plena capacidade de fazer - eles ainda tinham força para se impôr. Mas a História não é feita de "se" -, os alemães nazistas resolveram partir para o que eles chamaram de "sacrifício final".

Este livro analiza como foi reorganizado o exército alemão, que passou de um exército de ocupação e agressão, para um exército de retirada e defesa. Ao invés de utilizarem os meios de guerra convencional, os alemães se valeram de sabotagem, destruição proposital de recursos naturais a medida que iam sendo expulsos dos países ocupados, técnicas de despistamentos e ataque e retirada, entre outras táticas.

É bom lembrar que o exército alemão estava praticamente aniquilado em 1944, com falta de suprimentos, munição, armamento e pessoal, mas mesmo assim, conseguiu resistir por mais um ano.
Este livro explica o porquê e como ele conseguiu isso.

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Fmx: The Revised Black Book

Finalmente, após tudo isso, é hora de você empreender sua guerra particular. Como fazer isso?
Aprendendo a montar explosivos. ;)

O livro explica de forma ilustrada e detalhista como fazer de maneira não-convencional, 45 tipos de explosivos. Inclui medidas de seguranças, intruções passo-a-passo, uma explicação bastante concisa de quais componentes explosivos utilizar e quais evitar, e um glossário de termos.

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Apesar destes livros poderem ser utilizados para fins pouco recomendáveis, também podem ser usados como guias de defesa pessoal. Em um país onde além de traficantes, agora também existem milícias, sequestradores, assaltantes em cada esquina, e mais um monte de perigos, é sempre bom saber como se defender e como esse pessoal age.

Para conseguir isso, é necessario saber como eles agem e o que usam. O propósito destes livros é esse, não de promover a violência.

12 comentários:

Nei Bahia disse...

Independencia sem conflito?
Se aprofunde mais na história do Brasil, vá além do livros escolares!!

hazzamanazz disse...

Talvez eu tenha me explicado mal ou você que não entendeu, mas a nossa independência se deu de maneira bem diferente da dos norte-americanos. Lá eles tiveram de desafiar o poder estabelecido para conseguí-la, ao passo que aqui, os "estados" (melhor dizer, suas oligarquias) se insubordinaram com o governo central, após este estar estabelecido.

Com exceção do RS - mas nem tanto assim - todos se rebelaram e todos tiveram de aceitar este governo goela abaixo, geralmente na base da bala, então nem vem.

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Barbarian disse...

Valeu especialmente pelo "livro de receitas". Therma Pro ficou bem raro ultimamente...

Apoiado o incentivo à defesa pessoal. Antes eu podia ter meu revólver no comércio, ou pelo menos arregaçar a cara do ladrão, agora nem isso; nem se pode mais andar com cachorro bravo sem focinheira. Num país onde o crime é tratado a pão-de-ló, é bom que o povo comece a se revoltar mesmo.

No entanto, sendo praticante de artes marciais há mais de 20 anos, acho válido alertar que usar de técnicas de artes marciais em brigas é considerado uso de arma branca, o que pode te dar um bacalhau de pelo menos 6 meses mais agravantes. Já um simples tapão na cara não é possível de causar lesão corporal nem óbito, então seria uma solução melhor em muitos casos; assim pensem bem no que vão fazer, já que a culpa nunca será do bandido, o verdadeiro funcionário público brasileiro. Alguns amigos de Dojo se complicaram feio por isso, um deles tá há anos com um processo fudido por ter quebrado a cara do nóia que roubou seu carro e o atacou com uma barra de ferro. Agora tem que dar cesta básica pra filha da puta da mãe de rua criar mais uns 15 nóias.

Iso cai na discussão anterior, cuidado com a decisão de se tornar um lobo, pois tem matilhas inteiras te esperando.

hazzamanazz disse...

Ah, mas mesmo um soco na cara de alguém lhe rende processo de lesão corporal, independente de você utilizar arma - branca ou não - ou seus punhos.
Tapa na cara não é lesão, mas constitui agressão perante a lei.

Agora, esse problema com o seu amigo não foi barbeiragem de advogado? Eu me fudí também em um processo, pois estava passando por um período de depressão, então larguei de tudo e todos. Só que a advogada que contratei também resolveu me largar e só me comunicou que não cuidaria mais do meu caso, um dia antes de eu me apresentar frente ao juiz. :S
Já viu, né?

Tem de tomar cuidado com eles também...

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Barbarian disse...

Mais ou menos... também odeio advogados, mas esse pelo menos conseguiu fazer com que o mano não fosse preso, só não conseguiu livrá-lo do processo, note que, completando o raciocínio, foi agressão, lesão corporal grave (UTI), MAIS arma branca (Karate). Aqui não existe "agir em legítima defesa". Fosse eu, preferia bater nele com o mesmo ferro que usou pra me atacar, pelo menos não esmerdeava a mão no sangue dele, que ia dar na mesma coisa. O pior, no seu caso, é que o maldito advogado PODE largar o caso a qualquer momento, isso já aconteceu comigo também, com vários amigos e o meu irmão. Alguma regrinha da OAB (organização anti-brasil) permite a "manobra". Duas espécies que eu odeio, que por coincidência chamam-se de doutores mas comumente NÃO TÊM doutorado: ADVOGADOS E MÉDICOS. Por isso aprendi a me tratar sozinho e veja só, me curei da lesão na coluna com musculação, suplementos e algumas bombas. Os anti-inflamatórios que me davam antes me fuderam o fígado, e a bomba não!!!! Aprendi a mandar os documentos certos pro Juiz de Pequenas Causas, e o meu nome tá limpo. Não pague quem não merece... e quando for arrebentar alguém, não deixe testemunhas, HIT AND RUN!!! AHAHAHAHAH!!

(se quiser te passo os manuais de manobras legais por email)

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Anônimo disse...

Alô,pessoal!

Barba, eu quero esses manuais,também!!!
Sobre o processo de independência gostaria de adicionar aos comentários o seguinte:
Nossa independência deveu-se única e exclusivamente a acordos envolvendo as oligarquias nordestinas, o príncipe regente que funcionou como elemento catalisador,mas sem o apoio dessas mesmas oligarquias não sagraria-se monarca, as autoridades portuguesas e,aí que está,a Inglaterra.
Mesmo com as Guerras de Independência logo após a proclamação, o Brasil pagou como indenização o equivalente a 8 milhões de libras esterlinas à Portugal. Que devia tal quantia ao governo inglês e não é preciso gostar de Heavy Metal para saber onde é que foi pagar esse dinheiro...
Curiosamente, esse tipo de informação não é veiculado nas salas de aula,pois ainda mantem-se uma evidência muitas vezes questionável, de personagens em fatos históricos.
É como aquele poema conhecido de Bertold Brecht sobre os anônimos da História em que em certa estrofe ele diz que César foi à Gália enfrentar os gauleses,mas não levou um cozinheiro consigo? Mas, o nome do dito cujo ninguém nunca saberá...
Aproveito para sugerir como leitura sobre o que iniciou esse tópico o seguinte livro: "A Revolução Brasílica - O Projeto Político e a Estratégia da Independência", de Fernando Diégues - Editora Objetiva.
O legal do Demência 13 é que o Hazzamanazz conduz esse espaço para discussões sobre temas interessantes e não o reduz simplesmente ao gosto em comum sobre o Heavy Metal e afins.
Só lamento o fato dele ainda não ter postado a coleção de compactos da Jane & Herondy e nem as receitas de pão-de-queijo que o Barbarian já comeu,também.

obs: O Barbarian já comeu, mas foi o pão-de-queijo,hein! Não sei porque mas acho que não terei mais pedidos aceitos no blog...Um abração,cumpadis! Miguel

Barbarian disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Pão de queijo me lembra uma ex... buenas, hoje é sábado, então inté amanhã!! Depois do café da manhã com pão de queijo.

P.S.: Entre amanhã e segunda eu mando a parada pra vcs.

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Anônimo disse...

Publica aí os outros trabalhos do uncle fester o silent death e as tecnicas de briga com faca.No site dele também tem as manhas de fabricação de LSD V SE CONSEGUE PRÁ NÓS!!!

VALEU

JoaoFPR disse...

hazzamanazz, vou postar um dos livros no OMEdI, querendo, retiro o link, só me mandar um e-mail.

ABração

hazzamanazz disse...

E porque eu deveria, joaofpr?

O livro não é meu, o link eu achei pesquisando por aí (deu trabalho, é verdade) e a internet é de todos. ;-)

O que me deixa mais P da vida é quando a pessoa não sabe repartir os seus brinquedos, nos obrigando a ter de fazer o mesmo trablalho 2X.
Pode pegar o que você quiser, não tem galho.

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Michel disse...

Violência gera violência, meninos.

Slobodan Burgher disse...

MOOOHAHAHAHAHHA,you guys run one hell of a funny blog! HA HA HA GREAT BOOKS!